segunda-feira, 21 de maio de 2012


"Era uma vez, mas eu me lembro como se fosse agora, eu queria ser trapezista. Minha paixão era o trapézio, me atirar lá do alto na certeza de que alguém segurava minhas mãos, não me deixando cair. Era lindo mas eu morria de medo. Tinha medo de tudo quase, cinema, parque de diversão, de circo, ciganos, aquela gente encantada que chegava e seguia. Era disso que eu tinha medo, do que não ficava para sempre. Era outra vez, outro circo, ciganos e patinadores. O circo chegou a cidade era uma tarde de sonhos e eu corri até lá. Os artistas, eles se preparavam nos bastidores para começar o espetáculo, e eu entrei no meio deles e falei que eu queria ser trapezista. Veio falar comigo uma moça do circo que era a domadora, era uma moça bonita, forte, era uma moçona mesmo. Ela me olhou, riu um pouco, disse que era muito difícil, mas que nada era impossível. Depois veio o palhaço Poli, veio o Topz, veio o Diverlangue que parecia um príncipe, o dono do circo, as crianças, o público. De repente apareceu uma luz lá no alto e todo mundo ficou olhando. A lona do circo tinha sumido e o que eu via era a estrela Dalva no céu aberto. Quando eu cansei de ficar olhando para o alto e fui olhar para as pessoas, só aí, eu vi que eu estava sozinho".

Antônio Bivar
Como eu posso pensar que eu estou ficando forte???
Se ainda sinto o ar indigno sobre meus pés...
Como pode a felicidade parecer tão errada???
Se quando estou feliz pessoas estão tristes por causa da minha felicidade.... 
Como pode a miséria parecer tão triste???
Se quando eu tinha tudo também não estava feliz....
Como você pôde deixar eu te ver dormir???
E você quebrar meus sonhos do jeito que você faz quando ainda estou acordado....
Por que eu tenho que ir tão no fundo??? 
Porque isso é o mais perto da loucura que eu já cheguei... 
Por que eu tive que me apaixonar por você???
Porque isso é o mais próximo da loucura que eu percebo...
Eu nunca fui louco sozinho
E agora eu sei que há um elo entre duas pessoas 
Estando perto da loucura, e estando perto de você...
Eu era louco com você ao lado, louco por você do meu lado...
Hoje não mais....
Como você pôde me fazer desmanchar???
Se ao seu lado parecia um rocha intransponível...
Você fez eu desabar com suas mentiras de amor... 
É tão difícil preencher um coração...
É tão fácil quebrar um coração... 
É tão fácil fechar seus olhos ...
Mas é impossível abri-lo novamente pra enxergar o que você via antes..
Como alguém pode se sentir tão triste???
Essa resposta eu não tenho...

Gustavo André

"Galopamos pela vida como artistas de circo, equilibrados em dois cavalos que correm lado a lado a toda velocidade - com um pé sobre o cavalo chamado 'destino', e o outro sobre o cavalo chamado 'livre arbítrio'. E a pergunta que você precisa fazer todos os dias é: qual dos cavalos é qual? Com qual cavalo devo parar de me preocupar, porque ele não está sob meu controle, e qual deles preciso guiar com esforço concentrado."

Elizabeth Gilbert

sexta-feira, 18 de maio de 2012


E agora ja não tem pensar, nem sentir, nem alegria, nem tristeza.
São apenas vozes, barulhos que ecoam no pensamento,
da esperança que se carregava
de cada fato ocorrido, da vergonha que teve ao se expressar,
de cada gesto palavra trocada, o abraço acalmador que se teve,
a certeza que se fazia oculta, o sorriso que carregava ao saber da verdade,
a alegria que se tinha ao olhar e saber que era de você, o orgulho em cada discussão,
dos ciúmes bestas,
o coração acelerado e a respiração ofegante ao chegar perto, a motivação que se carregava,
a vontade de ao menos abraçar e ter que se acalmar, a raiva que tem da injustiça,
aquela noite que não se sai da memória.
Vários e vários pensamentos e lembranças e vontades, enfim, talvez por um lado, desaparecido na escuridão
do medo de arriscar, ou vergonha, ou talvez nada do que eu falei, nada do que tenha feito, foi o bastante,
ou foi mas, por enquanto, a paciência tende de permanecer soberana, a noite traz pensamentos, traz calma, traz paz.
Já é quase de manhã e ainda penso, de novo, fé.

Giovanni Rodrigues

Pra que sofrer,
Se inventaram
A alegria?
Para que chorar,
Se rir é o melhor? 
Para que rancor,
Se há amor?
Para que esperar,
Se podes ir atrás?
Para que fugir,
Se não há saída?
Para que a morte, se há vida?
Sou feita de pequenas
Partículas de interrogações
Quando uma se choca com
A outra, surge um novo Conflito dentro de mim.
Busco uma resposta, mas
Encontro mais interrogações
Busco explicações, mas só
Encontro perguntas
Busco uma saída
Mas só encontro dúvida.

Débora Almeida

Cada um de nós somos como paralelas,
vivendo os momentos de alegria ou tristeza.
Passamos uma existência tateando na luz
e na escuridão. Às vezes nos olhamos,
percebendo que ainda há tantas coisas,
que gostaríamos que acontecessem,
tanto amor para ser vivenciado,
tanta alegria para ser dividida,
tantos sonhos para serem materializados,
tanta vida a ser vivida com maior intensidade.
Nos acomodamos na rotina diária,
e vamos deixando que a graça desapareça.
Nossos passos na ponte da existência
se tornam vagarosos e cheios de medo.
Mas há que se olhar a linha do horizonte,
a partir do nosso amoroso coração criança,
e então sim, paralelas que somos
encontraremos a resposta,
ouvindo o eco das batidas de outro coração.

Mestre Arievlis

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Bom dia pessoal!
Hoje eu não postarei no blog por motivos de estudos. Prova chegando e eu tenho que me afogar nos livros. 
Desejo à vocês um dia repleto de alegria e conquistas. Faça deste novo dia uma oportunidade para resolver coisas pendentes. =D

Eduardo Henrique Ferreira